quarta-feira, 11 de agosto de 2010

comer, rezar, amar

comer

rezar

amar

Longe de ser o best seller da Liz Gilbert, 'comer, rezar, amar' descreve bem tudo o que tenho feito nos últimos dias.
Depois de oito anos na mesma empresa, mandei tudo às favas. Há muito já estava descontente lá. Há pelo menos três desses oito anos, levantar todos os dias e me dirigir àquele lugar não passava de um suplício para mim.
Até que demorei para dar uma de louca de novo - casar com um cara quinze anos mais jovem que eu, depois de menos de um mês, não conta. A última vez que eu tinha exercido todo meu potencial de loucura foi em 2002, quando vendi o apartamento que morava, coloquei todas as minhas coisas num depósito e me mandei com a minha filha aqui para São Paulo, sem emprego, sem casa e sem conhecer praticamente ninguém.
Eu sobrevivi à mudança louca para Sampa e muito provavelmente irei sobreviver ao desemprego atual também.
E aqui estou há uma semana: comendo que nem louca, rezando para encontrar um emprego ou qualquer coisa que me dê sustento logo e amando o Diego ainda mais que há um ano atrás.
Eu ainda não sei como vou resolver essa nova situação, mas sei que de alguma forma as coisas vão se arrumar. Eu já passei por coisas parecidas e a experiência me ensinou que sempre acaba acontecendo alguma coisa e tudo acaba se resolvendo.
Hoje de manhã tive uma conversa bem estranha com o Diego e minha amiga Tamy - conversa que o Diego preferiu chamar de 'seu discurso'. O fato é que essa conversa me deixou um pouco desiludida. Nem sei como começou, só sei que de conclusões do filme 'A Origem', passamos pelas nossas crenças religiosas - eu sou espírita, o Diego budista e a Tamy mórmon -, falamos sobre a crueldade humana e no final eu estava bem deprimida.
Acabei pensando, mais uma vez, no quanto não sei absolutamente nada de nada. Que não sei de onde viemos e nem para onde estamos indo. Pensei nas minhas perdas e danos e sinceramente, achei que bem pouca coisa nesse mundo me interessa.
Pensei que ia ficar realmente maus depois de pensar nessas coisas, afinal de contas a minha vida não anda lá cheia de flores e arco-íris: minha filha foi morar com o pai e tem pelo menos uns dois meses que nem nos falamos direito, estou longe de 99,9% da família e amigos, acabei de mandar meu emprego para o espaço, o amigo mais querido que já tive em toda minha vida não faz mais parte desse mundo, minha tia mais carinhosa também já foi embora, tenho infinitas dúvidas sobre tudo e às vezes me sinto mesmo um barquinho à deriva - como bem definiu o Diego.
Em seguida o Diego foi trabalhar, a Tamy ficou tão quieta que nem parecia estar aqui e eu tentei ver o filme 'O Lobo da Estepe' baseado no livro do Herman Hesse, e depois de uns quinze minutos de filme decidi que não era uma boa fazer isso, não hoje.
Por um milagre qualquer, depois de toda essa conversa maluca, eu acabei me recuperando rápido. Me levantei depressa, fui para a cozinha e enquanto lavava a louça alguma coisa aconteceu, não sei dizer exatamente o que, mas me deu um estalo e eu senti uma vontade louca de escrever, de criar, de fazer alguma coisa acontecer- por menor que fosse.
Decidi então fazer um outro blog e disponibilizar para qualquer pessoa que exista nesse vasto universo a minha história com o meu avô.
A editora que se interessou pelo meu livro está demorando demais para me dar qualquer parecer que seja. Meu editor simplesmente sumiu e todas as pessoas do mundo inteiro me dizem que essas coisas são realmente demoradas, no que eu preferi acreditar. Como muitos amigos queridos começaram a me cobrar, querendo ler meu livro, hoje resolvi fazer o tal blog.
Não sei se isso será bom ou ruim, mas acho que o que eu quero de verdade é que as pessoas conheçam essa história e sendo assim, tanto faz a forma com que isso aconteça.
Se você é um desses que estão querendo ler o meu livro, entra lá: meu avô & eu.
Espero que as pessoas realmente gostem, que se divirtam e se emocionem e depois venham me dizer o que acharam. Porque é verdadeiramente angustiante para um escritor não saber o que aconteceu depois.
Enquanto isso eu vou ficar aqui: comendo ruffles, rezando para as pessoas gostarem do meu livro e quem sabe uma editora menos lenta se interesse por ele e amando ainda mais o Diego e essa minha vidinha maluca.

2 comentários:

  1. Uau, li tudo!
    Não costumo mesmo ler textos grandes em blog, mas os seus eu leio com toda a atenção e quando chega ao fim eu sempre quero mais :}
    Não se preocupe sobre o seu emprego. Vc fez o que achava correto, nada pior do que ficar em um lugar onde não nos sentimos bem, no lugar que nos desvitaliza!
    Gosto muito de ti, Dri... E o meu desejo é para que só coisas boas aconteçam para vc... Onde quer que vc vá!
    Eu, como já leitora do Meu avô e eu digo que amei e recomendo pra quem perguntar *--*
    Um beijo, minha querida!
    LUZ!
    Coma, reze e ame sempre ^^

    ResponderExcluir
  2. Oi minha irmã!
    está perfeito seu blog, Parabéns!!!
    Beijos e sucesso cada vez mais.

    ResponderExcluir