domingo, 27 de junho de 2010

Coisas que todo mundo deveria ter

1 - Um amor verdadeiro;
2 - Um sonho realizado;
3 - Um confidente;
4 - Pais carinhosos;
5 - Um cartão de crédito sem limites;
6 - Um lugar só seu;
7 - Amigos verdadeiros;
8 - Uma viagem inesquecível;
9 - Uma receita infalível;
10 - Uma boa idéia por dia;
11 - Um pijama velhinho;
12 - O dom de entender olhares;
13 - Sentimentos bons;
14 - Um edredom quentinho;
15 - Um fim de tarde na praia;
16 - Um filme preferido;
17 - Uma trilha sonora;
18 - Um livro de cabeceira;
19 - Um beijo roubado;
20 - O emprego dos sonhos;
21 - Um salário perfeito;
22 - Férias incríveis;
23 - Um passado bom de se lembrar;
24 - Fé no futuro;
25 - O dom de aprender com os erros;
26 - Paz!
27 - Um plano B, C, D...
28 - Elegância;
29 - Amor para oferecer;
30 - O dom de perdoar;
31 - Gentileza e gestos de carinho;
32 - Um sorriso bonito;
33 - Um amigo que saiba contar piadas e secar lágrimas;
34 - Vontade de viver;
35 - Poder de curar mágoas.

Valentín

Ela era Letícia, eu não!
Ele é o Valentin... um garoto argentino de oito anos, que não existe de fato.
Que nem sabe que já vi o seu filme várias vezes e não me canso...
Que acho ele um garotinho perfeito, que diz coisas na entrelinhas que me fazem pensar.
O Valentín é só um desejo... como Amelie Poulain, que também não existe.
Amélie e Vantín Jamais se encontrarão, mas posso imaginá-los juntos...
Posso vê-los roubando sorrisos e inventando a vida...
A vida simples que ambos têm...
A vida simples que eu quero ter.
E eu queria isso: que Amèlie e Valentín existissem.
Que fossem reais como eu e a saudade que chega sem pedir licença e te devolve à realidade.
E o Valentín tem a Letícia dele...
A Amèlie tem o Nino dela...
Eu tenho as minhas fantasias...
Mas eles jamais se encontrarão.
Adriana Mani - 02/03/2006




Valentín


O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain

Trailers:
Valentín
O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain

Nada é Para Sempre


"Podemos amar de forma completa e sem compreender completamente."

"Hoje pesco sozinho, pois na solidão toda vida se desfaz e sobram só alma e lembranças."

"Cada um de nós, uma vez na vida
vai olhar para um ser querido e fazer a mesma pergunta:
'Quero ajudar, mas de quê ele precisa?'
Raramente podemos ajudar os mais próximos.
Não sabemos o que podemos dar e frequentemente
o que temos para dar não é recebido."

"No final tudo se funde numa coisa só: um rio e a travessia dele."

do filme Nada é Para Sempre

***

Recentemente vi esse filme pela segunda vez, e uma vez mais fiquei bastante tocada pela história. O filme fala sobre a reflexão de como somos impotentes diante das situações da vida.
Muitas vezes queremos ajudar pessoas que nos são queridas, mas não sabemos como fazer isso e na maioria das vezes são as próprias pessoas que não querem ser ajudadas.
Até onde podemos insistir?
Até onde podemos interferir?
Mesmo sendo alguém muito próximo, você não tem como fazê-lo entender que você está munido das melhores intensões, não tem como mostrar à ele o mundo da forma que você vê. Mesmo tendo mais experiência de vida, as suas experiências só servem para você mesmo. É preciso que cada um encontre o caminho por si mesmo.
E o que fazer quando o ser querido tomou um caminho errado?
Como alertá-lo sem espantá-lo?
Às vezes é preciso deixá-lo encontrar sozinho o caminho de volta...
E enquanto espera... você sofre.
É muito difícil, ver alguém que amamos indo na direção contrária e você imóvel, sem poder fazer nada. Existe algo que se chama 'livre arbítrio' e por mais que você se preocupe, que ame, que queira ajudar... você não pode interferir nisso. Nas escolhas das pessoas.
Você só pode ter paciência e fé!
E como dormir em paz sabendo que alguém que ama está lá fora, tomando a direção errada, correndo riscos que nem sabe, fazendo escolhas das quais um dia irá se arrepender?
E como acalmar seu coração que grita desesperado... com medo, apertado... triste?
O que você pode fazer?
Como não se culpar?
Como continuar sorrindo?
Seu filho cresceu...
E você precisa deixá-lo ir...
E você precisa aprender a viver sem a sua presença...
Esperar que um dia volte, que um dia entenda, que um dia perceba que você o ama.
E aqui estou eu, nesse hiato entre as alegrias da infância do seu filho e a maturidade dele que ainda não chegou.
E esse pedaço é solitário, angustiante... e a única coisa que você pode fazer é esperar.
Lembrar-se que nada realmente é para sempre, nem mesmo a proteção materna.
***


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Nietzsche - Overdose


Fiquei magoado, não por me teres mentido,
mas por não poder voltar a acreditar-te.
***

Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
***

O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.
***

Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas.
***

As convicções são inimigas mais perigosas
da verdade do que as mentiras.
***

Quanto mais nos elevamos,
menores parecemos aos olhos
daqueles que não sabem voar.
***

Quem luta com monstros
deve velar por que,
ao fazê-lo, não se transforme também em monstro.
E se tu olhares, durante muito tempo,
para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti.
***

Tudo é precioso para aquele que foi,
por muito tempo, privado de tudo.
***

É difícil viver com as pessoas porque calar é muito difícil.
***

Culpamos as pessoas das quais não gostamos
pelas gentilezas que nos demonstram.
***

O homem que vê mal
vê sempre menos do que aquilo que há para ver;
o homem que ouve mal
ouve sempre algo mais do que aquilo que há para ouvir.
***

Há uma inocência na admiração:
é a daquele a quem ainda não passou pela
cabeça que também ele poderia um dia ser admirado.


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Isso não tem a menor importância!

Hoje é o aniversário de 80 anos da minha avó Conceição. Eu queria homenageá-la de alguma forma, então resolvi contar para vocês um pouco da admiração que tenho por ela.

Logo pela manhã liguei para ela e, para fazer uma graça, fingi não saber a idade dela. Para minha total surpresa descobri que ela esconde a idade. Não me disse, de jeito nenhum, que está fazendo 80 anos. Ficou brava até, disse que isso não é coisa que se pergunte para uma senhora.

Eu disse:
-Ah! Fala vó, me diz quantos anos a senhora tá fazendo...
-Por que você quer saber? - respondeu ela - Isso não é coisa que se pergunte.

-Só por curiosidade - insisti.
- Isso - continuou ela - não tem a menor importância!

- Se não tem importância então me fala! - tentei mais uma vez.

-Sabia que eu arrumei uma empregada nova? - desconversou ela - Ela é um amor, tão boazinha... fala aqui com ela, o nome dela é Sônia...

Não teve jeito, ela não me falou que está fazendo oitenta anos.
Vaidosa? Muito! O presente mais certeiro para ela são sabonetes, desses bem bonitos, com cheirinho de lavanda e bem delicados.
Não dorme sem usar um creminho antigo, que vejo desde pequena na cômoda dela: Rugol. Não sai de casa se a roupa não estiver impecavelmente passada, a blusinha combinando com a saia e o sapatinho, os cabelos arrumados num coque e uma água de colônia suave.

Uma vez, abri o armário dela e fiquei pelo menos um dez minutos admirando a arrumação: em cada cabide - devidamente virados na mesma direção (deve ser dela que herdei essas neuras)-havia uma blusinha e uma saia combinando e dispostos das cores mais escuras até as mais claras. Embaixo de cada dois ou três cabides um parzinho de sapato combinando com as roupas penduradas. Fiquei maravilhada com tanta dedicação.

Numa outra vez, eu reparei na mala dela. Ninguém, nesse mundo inteiro, arruma uma mala tão bem quanto a minha avó. Cada muda de roupa dobradinha, separada para cada dia e evento. Tudo passado e acomodado de uma forma que não amassa. A disposição das coisas na mala são milimétricamente arrumadas. Pensei “eu nunca vou conseguir arrumar uma mala assim ou ser tão metódica quanto a minha avó”. Ela deve ser a dona de casa mais organizada que já existiu.

Ela também é o tipo de mulher que vai à luta. Não fica esperando as coisas acontecerem. Está sempre reformando a casinha dela com as próprias economias, comprando móveis e fazendo planos.

Ela é tão pequena. Deve ter um metro e quarenta e três, no máximo!
É tão magrinha que deve pesar uns 43 quilos se muito.
O sapatinho dela é número 33...
Mas a dona Conceição é uma fortaleza.

Ela faz oitenta anos hoje. Não trabalhou fora desde que se casou, mas sempre deu um jeito de ter o dinheirinho dela - fazendo pães, bolos e doces para vender - e ainda hoje trabalha como voluntária na igreja.

Eu sempre vou me lembrar dela como alguém que não desiste daquilo que quer, que não tem medo de enfrentar os obstáculos e a pessoa de mais fé que eu conheço. Nunca a vi desistir de qualquer coisa que fosse.

Aprendeu a ler e escrever aos 47 anos. Fizemos isso juntas.
Hoje mesmo, me contou entusiasmada dos planos para a reforma que pretende fazer no banheiro, da viagem que quer fazer para rever a irmã e os sobrinhos no Rio de Janeiro, dos trabalhos na igreja e do mundo de possibilidades que a aguardam.

Minha avó - que tem oitenta anos - ainda faz muitos planos, tem tantos sonhos e é tão feliz.
Ela não se sente velha, não pensa nas dificuldades da idade e nem no tempo que lhe resta. Talvez por isso mesmo não gosta de dizer quantos anos tem.

Ela vai todos os dias à pé para igreja, continua cuidando do jardim e lavando a calçada - mesmo que a empregada já tenha feito isso.
Ela continua a mesma pessoa determinada e cheia de sonhos de quando eu tinha 6 anos de idade.
Continua insistindo naquilo que acredita, orando de madrugada pela família toda e fazendo tudo do jeito que ela quer e gosta.

Percebi, há muito tempo já, o quanto a minha avó é forte. O quanto ela sempre soube o que quer e eu a admiro muito por seu esforço, suas conquistas, determinação, fé e coragem.

E quer saber de uma coisa?
Realmente não tem a menor importância se ela está ou não fazendo oitenta anos.
Ela tem o coração de uma menina, a coragem de uma jovem e a experiência de quem já viveu e aprendeu muito.

Te amo vó!