sexta-feira, 16 de novembro de 2012

21 coisas


Jane Austen & tea
Alguém me perguntou:
1. Que famoso gostaria de conhecer?
Adoraria ter conhecido Van Gogh, poderia passar horas e horas o olhando pintar!
2. Gosta de Séries de TV?
Já gostei mais... queria ver do início Gilmore Girls, já que só via esporadicamente.
3. Preto ou Branco?
Os dois!
4. Seu maior sonho?
O maior? Nem sei... um deles: comprar a casinha que era do meu avô numa cidadezinha no interior do PR.
5. A música do dia de hoje?
Love Kills, do Queen... já ouvi umas dez vezes hoje!
6. Qual sua cor preferida?
Todas... cada dia uma queridinha!
7. Qual o seu livro preferido?
Nossa! Tenho muitos livros preferidos... hoje leria de novo Casa 12 da Letícia Constant
8. Qual a felicidade do dia?
Ter sido convidada para escrever uma coluna numa revista jovem do TCC da Sissa!
9. Sua estação preferida no ano?
Todas... eu curto muito essas diferenças...
Inverno no aconchego do lar, vendo filminho e tomando chocolate quente;
Primavera tomando chá da tarde ao ar livre...
Verão com fim de tarde na praia...
Outono em Campos do Jordão...
10. Gosta de chuva?
A.d.o.r.o!
11. De quê você mais sente saudades?
Do meu avô!
12. Se tivesse que escolher um único lugar no mundo?
Parque Ibirapuera!
13. Para onde viajaria?
França, Itália, Argentina, Chile, Suíça, Noruega, Inglaterra, Escócia, Gramado... viajaria muito sempre que pudesse....
14. O que gostaria de fazer que ainda não fez?
Aprender outros idiomas

15. O que faz você feliz?
Coisas simples como chegar algum amigo querido de surpresa, assistir um filme muito legal com o meu amor, chuva, outono, ganhar presentinhos surpresas, escrever, luz da manhã entrando na sala, meu pé de primaveras completamente florido, meu bebê mexendo na minha barriga...
16. Três qualidades suas:
Organizada, boa cozinheira, estudiosa
17. Maior medo:
Ficar sozinha sem ninguém
18. Comida favorita:
a comidinha da minha avó
19. Uma mania meio estranha:
não tocar na maçaneta de banheiros públicos, sempre carrego lenços de papel na bolsa quando saio...
20. Uma vontade que bateu agora:
Tomar um suco de melão com hortelã....
21. Um sonho realizado:
Ter escrito o livro Meu Avô & Eu, publicado pela Multifoco Editora - Aqui!
=)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Ser adolescente!

Esses dias recebi meu sobrinho e o amigo dele, que moram em Goiânia, que vieram para o show da Lady Gaga. Fazia algum tempo que não tínhamos adolescentes em casa. De repente nosso quarto de hóspedes ficou lotado de roupas, acessórios, sprays de cabelo e toda a parafernália que os adolescentes precisam para se produzirem. A casa se encheu de alegria. De uma vibração boa, de uma energia nova, que só um adolescente é capaz de produzir.

E fazia tempo, muito tempo, que eu não me lembrava mais como tudo é exageradamente importante e inadiável para eles. Foram pelo menos três dias em que os garotos não pregaram o olho. Uma noite inteirinha viajando, de ônibus. O ingresso custou caro demais, qualquer despesa extra foi cortada.

Qualquer pessoa, que não um adolescente - e principalmente se essa pessoa já tem quarenta anos e está grávida como eu -  iria querer mais que tudo nessa vida um bom chuveiro e uma cama. Não eles! Assim que os peguei na rodoviária do Tietê, foram falando: 

- Tia, a gente queria ir na Galeria do Rock e na Vinte Cinco comprar umas coisas, você pode nos levar?

Diego, meu marido, me olhou com cumplicidade e caiu na gargalhada. Foram umas quatro horas andando e esperando os garotos comprarem todos os apetrechos que precisavam. Depois disso, pensei eu: vão dormir a tarde toda. Ledo engano! Assim que chegamos em casa espalharam as coisas deles todas pelo quarto, tomaram banho e então começou um vai e vem pela casa:

- Tia você tem secador? Onde posso passar nossas camisetas? Tia você sabe onde fica o Hotel Tivoli da Alameda Santos? Tia você ajuda a gente colocar esse spray azul no cabelo?

 - Mas vocês já vão se arrumar? O show não é amanhã a noite?

 - Nós queremos ir na porta do Hotel tia, fica aqui pertinho...

Nessas alturas o Diego roncava alto e eu estava exausta. Porém, animadíssima com toda aquela empolgação. Só queria ficar ali perto dando meus palpites, arrumando os cabelos deles e pesquisando na Internet coisas que eles poderiam fazer para serem os mais descolados da cidade. Eu era novamente a Drizinha de 1986. Feliz, colocando meu tênis all star vermelho num pé e um azul no outro, pendurando milhares de bottons na minha jaqueta, colocando clips de papel na orelha no lugar do brinco, com minhas roupas brilhantes e coloridérrimas. Era novamente eu enlouquecida no quarto com as minhas amigas me arrumando para ver os Menudos! Lembrei dos laços, meias calças rasgadas, colares e crucifixos horrorosos estilo Madonna... Das bugigangas todas do Boy George  e dos cortes de cabelo horríveis da Cindy Lawper, que eu amava é claro! Lembrei de tanta coisa.

Depois que eles foram para a porta do hotel, consegui relaxar, mas pouco tempo depois eles ligaram:

 - Tia tem uma matinê, uma baladinha aqui perto do hotel, só entra menor de 18, é uma balada temática DELA tia, da nossa Lady... a gente pode ir? 

E eles foram! Dançaram, cantaram todas as músicas, suaram e curtiram tudo a que tinham direito... 
Pensei: agora eles dormem até amanhã. 
Mas qual? O que?
Mal chegaram e foram para Internet pesquisar, contar para todo mundo tudo que tinham visto e o que iam fazer. Eu cansada cai na cama e desmaiei...

Cinco da manhã lá estavam eles inacreditavelmente de pé. Arrumadíssimos - passaram o resto da noite se arrumando -  prontos e impecáveis para o show. 

E eu:

 - O que? Como assim já estão prontos para o show?

 - É tia a gente viu que a fila já está gigantesca... Por favor, leve a gente lá?

Com muito custo fiz os pirralhos tomarem café, passei no mercado com eles e os fiz comprar comidinhas para aguentarem o tranco. Depois os despejei na porta do Estádio do Morumbi, às 06:00. Eu não faria isso, hoje em dia, nem se Renato Russo, Michael Jackson e Freddy Mercury ressuscitassem e fizessem juntos um show. 

Enquanto eles passaram o dia todo, todinho mesmo, em baixo daquele sol infeliz, arrumadíssimos e cheio de uma empolgação que há muito eu não via, eu tive um dia tranquilo. Fiquei lembrando das maluquices todas que eu já fiz quando adolescente:  desde usar o dinheiro do lanche da escola para comprar posters, até as mentiras mais escabrosas que já inventei para minha mãe. Lembrei da minha amiga Aninha que fugiu de casa porque queria se casar com o Robby Rosa -  a mãe dela a alcançou chegando no Tietê. Lembrei das danças a tarde toda na casa da Celinha, do nosso fã clube, das farras todas ouvindo RPM a todo volume no quarto, dos cortes de cabelos e das roupas mais ridículas que poderiam existir, mas como éramos felizes!

Assim que o show acabou, e eles me ligaram, busquei dois trapinhos humanos na porta do Estádio. Estavam acabados, moídos, pareciam saídos de um trabalho forçado em alguma mina. Tinham olheiras gigantescas, os cabelos estavam pavorosos e o desodorante já tinha vencido fazia tempo. Mas, quando entraram no carro:

- Tia, hoje foi o melhor dia da nossa vida!

E no carro, antes mesmo de chegarmos em casa, finalmente dormiram.

Quando a gente tem 14, 15, 16 anos, temos uma urgência em tudo, não tem como ficar lá parado, quieto em casa esperando a hora do show. É preciso estar lá, junto dos seus iguais, é preciso estar o mais perto possível daquele momento que parece que vai ser o único e mais feliz da sua vida. E então quando crescemos, nos esquecemos de que já fizemos, ou pelo menos sentimos uma vontade enorme de fazer, isso tudo. Já fomos tão ou mais maluquinhos que eles e hoje quando os vemos, aos bandos, pelas ruas  nos esquecemos completamente da nossa mais atrapalhada, e melhor, fase da vida!

 Meninos na fila do Show da Lady Gaga
 Cindy Lawper nos anos 80
 2012

anos 80


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Na Espera...

Três meses e meio!

É uma doce, e ao mesmo tempo ansiosa, espera.
Tenho andado tranquila e envolvida com o quartinho e coisinhas do bebê.

Tenho ido ao médico quase toda semana: são infinitos exames, consultas, planejamento...

No dia 16/10, fiz a ultra-som do primeiro trimestre e o médico deu o palpite de que o bebê é uma menina.

Mesmo sendo um palpite de 70% eu achei melhor não arriscar e comprar nada definido por sexo. Vou esperar o próximo ultra-som, dia 18/12, e confirmar antes de sair por ai comprando coisinhas de menina.




Enquanto isso, estou fazendo o que dá para fazer independente do sexo do bebê: planejando o quartinho. Comprei o bercinho, a cômoda e prateleiras brancas e cor de madeira. Quero mesclar com as coisas que já tinha no quarto de hóspedes: uma cama de madeira, uma estante e o guarda roupas. Quero integrar as coisas e deixar o quartinho bem bonitinho. Estou juntando umas ideias de blogs que vi por ai... Depois que souber o sexo do bebê vou trabalhar nos detalhes.


Também andei comprando algumas roupinhas, mas achei bem complicado fazer isso sem saber se o bebê é um menino ou uma menina. Não encontrei nada bonitinho que fosse neutro. As coisas são ou de menino ou de menina. Isso me deixou um pouco frustrada, porque queria adiantar algumas coisas, mas pelo jeito vou ter que esperar mesmo...


 Juntando ideias bacanas que achei em alguns blogs, achei algumas coisas que eu já tinha aqui em casa que vou poder aproveitar. Comecei um tapete grande de barbante e um cobertorzinho colorido. Quero que o quartinho tenha cores, mas sem sobrecarregar muito... Vamos ver depois se minhas ideias vão ficar boas.


Essa é a minha barriguinha de três meses... Que meu bebê venha com muita saúde e seja uma criança muito feliz! 





quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Gravidíssima!

 Feliz, feliz, feliz!

Eu vou ser mamãe!
Não é maravilhoso?

Os excêntricos pais de Sofia (quem nem será mais Sofia provavelmente) finalmente serão papais.

A vida não é linda?


 a mamãe!
o papai!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Santa? Ninguém é, né?



Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha. Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.
Martha Medeiros

domingo, 12 de agosto de 2012

Dúvidas!

Outro dia me fiz a seguinte pergunta: 

"Se eu tivesse a plena convicção de que a vida é apenas material, e nada além da matéria, o que eu faria?"

Escrevi onze páginas sobre isso num velho caderno, depois guardei o caderno sem ler o que havia escrito. Sábado, uma amiga me pediu para eu ler essa resposta para ela. 

Quando finalmente li o texto, em voz alta, me surpreendi muito com o que eu havia escrito. 
Lendo como se fosse o meu primeiro contato com os escritos, me senti mais em paz com relação as coisas que acredito. Mesmo que eu nunca encontre as verdadeiras respostas, se é que há alguma, sobre os meus tantos questionamentos, o que vale mesmo é continuar a busca. Eis o texto:

"Se eu tivesse a certeza absoluta de que não há nada além da vida material, certamente não faria mais nada do que não quero e não gosto de fazer. Sequer me importaria de continuar existindo, não faria a menor questão de continuar vivendo nessa angústia que é estar em meio a tantas mazelas, injustiças, desigualdades, robalheira, políticos e poderes corruptos, violência e decepções.

Se eu acreditasse que não há mais nada, absolutamente nada, além desse nosso curto espaço de tempo, tão efêmero e que as coisas todas a minha volta nunca irão melhorar ou serem compreendidas, por que iria querer ficar? Por que desejaria me tornar alguém melhor, mais culto, mais gentil, mais educado ou generoso? Por que iria querer amar? Se o amor seria apenas mais uma forma de dor. Um belo dia alguém, dos que amo, morreria e isso seria o fim de tudo o que eu tivesse vivido com essa pessoa e tudo ficaria inconcluso para todo sempre. Você simplesmente passaria o resto dos seus dias tendo que conviver com a saudade e a dor de que jamais recuperaria os momentos, os prazeres e felicidade de estar novamente com essas pessoas. Isso seria um verdadeiro inferno, viver sem esperança alguma de que um dia retomaria essas relações interrompidas. Sem esperança alguma de que tudo no Universo faça sentido - porque ao menos para você nunca faria. Por que iria querer continuar vivendo se jamais iria concluir algo ou aprimorar as minhas relações com as pessoas? Em algum momento tudo se perderia e tudo que aprendi, evolui e experimentei seria um desperdício de tempo apenas, pois jamais teria utilidade.

Talvez seja necessário passar por experiências únicas, como perder alguém que realmente ame, para compreender - ainda que tenha mil dúvidas em relação a isso - a fé e crenças completamente absurdas para a ciência atual e encontrar lá no íntimo do seu ser uma intuição - ou qualquer outra coisa - para crer que a vida não seja apenas esse pedaço tão curto, conflituoso e perturbador de tempo. Talvez o desejo de continuar é que nos faz crer que exista algo além, que a vida continua numa esfera que desconhecemos, de uma forma que sequer somos capazes de conceber.

Da mesma forma que a ciência, ainda, não consegue aceitar a existência de um mundo invisível e completamente desconhecido - e se apoia no fato de que nunca se provou  a existência desse mundo - o inexplicado existe e deve haver alguma razão para tantas coincidências que são necessárias para justificar acontecimentos que a ciência também não consegue explicar. Se a vida imaterial não existe, como se justificariam essas tantas experiências sobrenaturais que milhares e milhares de pessoas vivenciam todos os dias? Seria necessário que todas as pessoas estivessem mentindo o tempo todo ou que houvessem milhares e milhares de coincidências em cadeia para justificar todas essas experiências. Que tipo de coincidência explicaria lembranças, comprovadas de outras vidas, por exemplo? E se é a própria pessoa quem cria esses acontecimentos todos, como elas conseguiriam saber de coisas reais e até então desconhecidos dela?

Foi preciso me despir de todas as coisas e tudo que me foi imposto ao longo da minha existência: religiões, filosofias, fé, estudos científicos, pesquisas, sugestões... Absolutamente tudo para conseguir pensar no que eu acredito de fato! Feito isso, no final dessa experiência o que restou foram outras questões - que abrem a possibilidade da existência de algo além da matéria. Se eu realmente conseguisse me libertar de tudo, tudo mesmo o que aprendi, ouvi, vivenciei ou fui sugestionada, ainda assim eu estaria me perguntando coisas como:

1 - O que existia antes do Big Bang? Se tudo estava comprimido num único átomo, de onde surgiu esse único átomo que acabou dando origem a tudo que existe no Universo?

2 - Se tudo existe desde sempre, que diabos de ciclo infernal é esse que nunca teve um início? Como pode algo não ter início?

3 - Se não há razão alguma que justifique a nossa existência, por que raios desde o homem pré-histórico somos impulsionados a buscar incansavelmente essa razão?

4 - Como ignorar a evolução humana, se ela é um fato? Se desde a invenção da roda o homem cria, inventa e vem sendo capaz de avançar tecnologicamente, intelectualmente e moralmente - sem regresso algum em nenhum momento?

5 - Por que temos todos essa necessidade tão grande de evoluir, descobrir e compreender? De desbravar o Universo inteiro, nossas próprias células e tudo o mais que nos cerca?

6 - Por que temos esse sentimento inato de total impotência, essa angústia por não compreender e esse desejo intenso de entender a vida?

7 - Como se explica e se justifica, de forma racional, as desigualdades, a violência, o amor, o apego e a nossa infinita capacidade de criar teorias e tentar de alguma forma explicar as coisas a nossa volta?

Se eu realmente conseguisse me libertar de toda a crença, de todo o desejo, de todo o sentimento e intuição, não me sobraria nada. A vida para mim seria completamente desnecessária. Por que viver se nada nunca teria um propósito e nós já nascemos buscando esse propósito em tudo? Por que viver se todos os meus esforços serão sempre inúteis? Por que me privar de desejos, ter ética e respeito? Por que ser honesto? Por que sofrer ou ser feliz, se nada disso teria a menor importância? Se nada disso nunca teria uma utilidade? Por que me levantar todos os dias desejando ser alguém melhor e fazer felizes as pessoas que amamos? Por que desejar construir um mundo melhor e melhores relacionamentos com as pessoas todas? De onde vem esse ímpeto de nos tornarmos a cada dia pessoas menos egoístas?

Eu penso, sem jamais generalizar, que as pessoas - excluindo as patologias e exceções evidentemente - que realmente creem que tudo acaba e que nada tem um propósito devem ser essas que rompem completamente com qualquer sentimento ético e moral. Aqueles que não se preocupam mais com o que é correto e nem em conviver em harmonia com os seus semelhantes. Roubam, matam, exploram, escravizam e diminuem o próximo, pois certamente acreditam  que não há nada além do agora e o seu tempo está acabando. Do contrário acho que teriam medo das consequências dos seus atos, já que a vida não se extinguiria com a morte.

Penso que até mesmo a ciência é movida por dúvidas quanto a existência ou não desse mundo desconhecido. Nem mesmo os mais incrédulos dos materialistas, ainda que não saibam disso, devem possuir uma forte dúvida quanto a isso e o fato de vasculharem tudo, pesquisarem tudo e buscarem o tempo todo uma explicação lógica para tudo o que existe é única forma que possuem de tentar eliminar essa dúvida.

Da mesma forma que é preciso fé para crer em algo que apenas se supõe, algo que nos é completamente inexplicado e que talvez possa existir além da matéria é preciso ter dúvidas para continuar. Se certeza absoluta tivessem, de que tudo se acaba com a morte, não teriam tanto empenho, não passariam uma vida inteira pesquisando tudo e tentando provar isso. Não faria o menor sentido alguém gastar esse tempo tão curto - que ele teria - justificando racionalmente tudo o que existe.

Se eu tivesse a plena convicção de que tudo acaba com a morte, acho que seria um ser bem egoísta - muito mais ainda que já sou. Não perderia um único segundo do meu tempo fazendo algo que eu não goste apenas porque é o certo ou necessário. Provavelmente nem quisesse continuar existindo. Na primeira decepção e dificuldade que a vida me impusesse, acabaria com a angústia de vez.

Assim, são as minhas dúvidas, minhas infinitas dúvidas quanto a tudo, que me salvam. São elas que me fazem querer continuar, querer entender e até mesmo acreditar - já que essa é mesmo uma possibilidade em meio a tantas outras - que tudo faz sentido, que nada é por acaso, que amar vale a pena, que ser alguém melhor vale a pena, que um dia compreenderei  todas as coisas - de alguma forma. Que ser feliz é uma meta, que o sofrimento tem alguma serventia, que ser justo, honesto e respeitoso me trarão consequências boas.

As minhas infinitas dúvidas me salvam de me tornar uma pessoa vazia. Eu não conheço a verdade, não tenho certeza de absolutamente nada, não sei a razão da minha existência, de amar de forma despretenciosa, de desejar ser alguém melhor e de ter um bom caráter, mas sei que esses desejos e isso tudo já nasceu comigo. Sei que as minhas experiências reforçam essa crença de que tudo deve ter algum sentido e que lá no íntimo do meu ser, tentando me despir completamente de tudo - da forma mais honesta possível  - eu continuo achando que a vida não é um mero acaso.




sábado, 7 de julho de 2012

Tão Forte e Tão Perto





Coincidências? Talvez!
Hoje faz cinco anos... cinco longos anos que falei com meu avô pela última vez...
Faz cinco anos que eu disse que o amava pela última vez...
Cinco anos que o beijei na testa e disse adeus!

E hoje... cinco anos depois esse filme me atraiu na prateleira da locadora...
Peguei-o sem saber absolutamente nada sobre ele... nenhum trailer, nada!

Peguei-o simplesmente porque foi escrito por Jonathan Safran Foer, o personagem de um dos meus filmes favoritos: Everything is Illuminated, ou Uma Vida Iluminada, em português...

E o filme é lindo... um dos mais lindos que vi nos últimos tempos.
Fala de vida, de morte, de encontros... de reencontros...
Fala da relação de pai e filho... de avô!
Tantas coincidências... tantas mensagens:

"É preciso enfrentar seus medos"
"É preciso continuar a busca"

Amanhã é um outro domingo...
Cinco anos depois é domingo novamente e eu preciso enfrentá-lo!
E eu preciso continuar a busca...

E preciso agradecer por tudo!

Obrigada meu PAI... meu avô!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

flagras!


na cozinha...

 with my love...

 bela!

 tulipas...

a porta vermelha!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Quiabo Igual da Vó!

Minha vó pode ficar orgulhosa...
Meu quiabo ficou igualzinho ao dela: bem sequinho, sem nenhuma baba
E nem precisa tanta trabalheira como ensinaram no Globo Repórter: colocar em água fervente por cinco minutos, depois dar um choque térmico com água gelada, cozinhar sem cortar, etc...

Esquece isso tudo!
A dica da minha avó é super simples e funciona que é uma beleza:
Basta não lavar o quiabo, ela os limpa bem com um pano molhado com um pouco de vinagre.
Depois corte-os normalmente, coloque-os numa tigelinha e coloque sobre eles algumas gotinhas de vinagre ou limão e deixe descansar por alguns minutos (2 minutos é o suficiente). Depois refogue-os normalmente.

Eu faço assim:
500g de quiabos
meia cebola picadinha
sal a gosto

Refogo primeiro a cebola na manteiga
depois coloco o quiabo e o sal, mexo bem
Vou colocando água bem aos pouquinhos...
De início sai uma pequena babinha, mas no decorrer do cozimento ela some.
Fique mexendo e colocando mais água quando necessário.
Em 10 minutinhos está prontinho, sequinho, sem baba nenhuma.
=)






Experimentem e depois me contem...

terça-feira, 3 de julho de 2012

muito legal!

No mundo dos livros!
Este é o lugar onde vivemos.
O vídeo foi produzido para o aniversário da Publishers Imóveis da 4 ª 25.

Bem legal, não?

segunda-feira, 2 de julho de 2012

vó e vô... inspiração!

Vó e Vô - 1953

Inspiração!

domingo, 1 de julho de 2012

manhã de domingo

 Ibira mon amour

 Crochê no parque é o que há...

 Colors...

 Colors...

 haviam flores no meio do caminho...

 ...

 pé no chão da vila...

Jesus in Sampa! Pelo precinho módico de R$ 4,50...
A curiosidade venceu o bom senso

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cores de Sexta...

Sexta é dia de ir para o office!

É dia de enfrentar o trânsito chato que tem toda sexta em Sampa...

É dia de ver o Parque lá do outro lado da rua...

Do outro lado da cerquinha verde enquanto estou lá... presa no trânsito chato... muito chato!

Mas sexta também é dia de comemorar a vida...

De ficar agarradinha com o meu amor...

Sexta é dia de procurar pelas cores...


  pelas cores de modigliani... na minha mesa de trabalho...

 do meu mural...

da minha mesinha de cabeceira... 

pelas cores do meu crochê em andamento, jogado no meu sofá quando chego em casa!

Essas são as minhas cores nesta sexta, 29 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Inspiração

Estou naquela época em que tudo o que eu mais gosto é sentar no meu sofazinho predileto, me enrolar na minha mantinha predileta, tomando um delicioso chocolate quente e fazer um montão de crochês.

Todo Inverno é assim: eu só quero saber da minha casinha, da minha caixa de lãs coloridas, ver filminhos, fazer coisinhas para casa, comidinhas e ficar perto dos queridos.

Como nem sempre posso fazer isso, eu fico aqui viajando nos blogs, pesquisando coisinhas, me inspirando para quando chegar meus dias de casadoira poder colocar tudo em prática.

Não é uma delícia?









segunda-feira, 25 de junho de 2012

Projeto Finalizado!


Início

  
Metade do caminho


Final