domingo, 27 de junho de 2010

Nada é Para Sempre


"Podemos amar de forma completa e sem compreender completamente."

"Hoje pesco sozinho, pois na solidão toda vida se desfaz e sobram só alma e lembranças."

"Cada um de nós, uma vez na vida
vai olhar para um ser querido e fazer a mesma pergunta:
'Quero ajudar, mas de quê ele precisa?'
Raramente podemos ajudar os mais próximos.
Não sabemos o que podemos dar e frequentemente
o que temos para dar não é recebido."

"No final tudo se funde numa coisa só: um rio e a travessia dele."

do filme Nada é Para Sempre

***

Recentemente vi esse filme pela segunda vez, e uma vez mais fiquei bastante tocada pela história. O filme fala sobre a reflexão de como somos impotentes diante das situações da vida.
Muitas vezes queremos ajudar pessoas que nos são queridas, mas não sabemos como fazer isso e na maioria das vezes são as próprias pessoas que não querem ser ajudadas.
Até onde podemos insistir?
Até onde podemos interferir?
Mesmo sendo alguém muito próximo, você não tem como fazê-lo entender que você está munido das melhores intensões, não tem como mostrar à ele o mundo da forma que você vê. Mesmo tendo mais experiência de vida, as suas experiências só servem para você mesmo. É preciso que cada um encontre o caminho por si mesmo.
E o que fazer quando o ser querido tomou um caminho errado?
Como alertá-lo sem espantá-lo?
Às vezes é preciso deixá-lo encontrar sozinho o caminho de volta...
E enquanto espera... você sofre.
É muito difícil, ver alguém que amamos indo na direção contrária e você imóvel, sem poder fazer nada. Existe algo que se chama 'livre arbítrio' e por mais que você se preocupe, que ame, que queira ajudar... você não pode interferir nisso. Nas escolhas das pessoas.
Você só pode ter paciência e fé!
E como dormir em paz sabendo que alguém que ama está lá fora, tomando a direção errada, correndo riscos que nem sabe, fazendo escolhas das quais um dia irá se arrepender?
E como acalmar seu coração que grita desesperado... com medo, apertado... triste?
O que você pode fazer?
Como não se culpar?
Como continuar sorrindo?
Seu filho cresceu...
E você precisa deixá-lo ir...
E você precisa aprender a viver sem a sua presença...
Esperar que um dia volte, que um dia entenda, que um dia perceba que você o ama.
E aqui estou eu, nesse hiato entre as alegrias da infância do seu filho e a maturidade dele que ainda não chegou.
E esse pedaço é solitário, angustiante... e a única coisa que você pode fazer é esperar.
Lembrar-se que nada realmente é para sempre, nem mesmo a proteção materna.
***


Nenhum comentário:

Postar um comentário