quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A bagunça é sua, você arruma!


Todas as pessoas, no fundo querem alguém que as ajude a carregar suas pedras, mas às vezes, essa ajuda será apenas alguém dizendo: “sinto muito, mas isso é algo que você precisa fazer sozinha, afinal tenho minhas próprias pedras para carregar”.

Engraçado é que quando isso acontece e você se dá conta de que vai mesmo ter que arregaçar as mangas e ir à luta sem escoras, sem trapaças, sem conselheiros e principalmente sem ajuda alguma, você acaba descobrindo que dá conta do recado.

Isso acontece comigo toda vez que eu estou atolada em problemas e resolvo pedir “ajuda”, às vezes, faço isso indo à Feesp e lá sempre me mandam assistir palestras e quando estou assistindo às palestras sempre me dou conta de que meus problemas são ridículos perto dos problemas de outras pessoas. Deve ser por isso que o Jack, personagem do Edward Norton em Clube da luta, gostava tanto de frequentar sessões de auto ajuda. Quando você percebe que existem problemas tão maiores do que os seus, você toma coragem de enfrentar logo o que precisa ser enfrentado e para de adiar as decisões.

No fundo o que a gente tem é preguiça e falta de coragem de sair da zona de conforto, mas quando você decide agir, as coisas acabam meio que se resolvendo por si só.
Hoje eu estou com um baita problemão, daqueles de tirar a paz mesmo, e além desse maiorzinho, tenho uma porção de outras encucações mais levinhas... e eu fiz de novo! Estou há dias pisoteando o meu problema, me lamentando e chorando sobre ele, em repetidas cenas patéticas. Hoje me dei conta de que estou de novo naqueles momentos em que você não sabe o que fazer e fica querendo que o mundo todo te entenda e te diga: “faça isso!”, quando na verdade eu só preciso de coragem para fazer algumas coisas que tenho que fazer.

Às vezes, a resposta que te dão não é exatamente aquela que você quer ouvir, mas certamente é a que você precisa ouvir. E não vai adiantar alegar cansaço, sabe?
O Universo não ta nem ai para o seu cansaço... você vai ter mesmo que arrumar sozinha a bagunça que você esparramou, hurf! E não adianta fazer corpo mole... a bagunça é sua, você arruma!

Então, desculpem-me, mas vou andando. Tenho uma bagunça bem chata para arrumar, vai tomar um pouco o meu tempo, vai me deixar talvez ainda mais cansada, mas quem sabe eu volte mais feliz daqui algum tempo com aquela sensação típica de dever cumprido.

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